terça-feira, 19 de março de 2013
A partir de agora. Vou ficar sem escutar suas músicas e vou apagar todas as mensagens do meu celular. Não que isso te delete também (quem dera), mas é a única forma clichê que arrumei de começar a apagar você. Depois desse ritual bobo, vou procurar em algum lugar do meu corpo cansado, força para tentar explicar para alguns amigos em comum, que nn deu mais certo. Tentarei de todas as formas não falar mal de você. É triste, mas vou inventar qualquer desculpa. Todos eles vão sorrir forçado, oferecer um ombro amigo, e eu vou agradecer e sorrir também, exatamente do mesmo jeito que vou continuar agradecendo e sorrindo para tantas outras coisas – mesmo morrendo um pouquinho por dentro!! Mas mal sabem que o que eu preferia mesmo era abrir mão de todas essas tradições pós o término e já preencher logo meu coração com outra pessoa!!! Pensando assim, tão apressado, o tolo da história sou eu, eu sei. Pouco importo. Só quero uma vida divertida de novo. Aí vai chegar o dia que todos os meus amigos, preocupados que eu tenha algum tipo de depressão, vão me obrigar a beber até cair alguma noite dessas. Essa minha falta de controle da realidade vai me fazer beijar qualquer garota, encher a lata de tequila e terminar a noite mal, socando o travesseiro. Passada a ressaca moral, saber que tenho amigos querendo o meu bem, vai ajudar muito. A felicidade em pequenas coisas vai servir sempre de curativo. Algumas semanas depois, vou dar de cara com você no meio da rua, em uma tarde que esqueci de desviar daquela rua que eu sei que você passa sempre ou então em algum outro dia que você esqueceu de trocar de roupa depois do serviço. Vai ser difícil acertar o beijo na bochecha, depois de tanto tempo beijando a sua boca que era tão minha. Mas vai. Tudo vai. A partir de agora é tudo novo, é tudo de novo. A partir de agora, em todo cair de suor e de lágrima, estou ficando cada vez mais leve e expelindo você. Pode ir.
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